Conhecer Portugal – Sintra

Conhecer Portugal – Sintra

Classificados pela UNESCO como patrimonio da Humanidade, a cidade e o seu património formam uma relação única com a Natureza envolvente e a serra. O coração da cidade de Sintra é o Palácio Nacional, reconhecível à distância pelas suas duas chaminés cónicas. Situado no Largo Rainha D. Amélia, merece uma visita. Foi D. João I quem no século XV adaptou a primitiva residência do governador árabe a paço real, que posteriormente seria ampliado e melhorado por D. Manuel I.


O antigo casario, as ruelas, as fontes e o Hotel Central, que se mantêm, recriam o ambiente romântico do século XIX, quando a então vila estava no seu auge. Albergou nobres e burgueses e atraiu artistas, escritores e poetas, que tão bem retratam Sintra, como Lord Byron e Eça de Queiroz. Nos arredores e pela serra construíram-se, a partir dessa época, sumptuosas residências, rodeados de magníficos jardins, como a Quinta do Relógio, a Quinta de Monserrate ou a Quinta da Regaleira. Esta ultima edificada no ínicio do século XX, tem ambiente algo misterioso, dado talvez pela forma como os edificios emergem do meio dos bosques. O sonho do proprietário, Augusto Carvalho Monteiro(O mosteiro dos Milhões), foi conseguido pelo arquitecto Luigi Manini, tendo a imaginação de ambos concebido esta obra revivalista de estilos.
No extremo oeste da serra, no alto de um monte agreste e pedregoso sobranceiro ao cabo da Roca, encontra-se a Peninha, que integra a Ermida de São Satumino e a Capela de Nossa Senhora da Penha. Daí, usufrui-se de um impressionante panorama que contrasta com a austeridade das fragas de pedra. Ali perto fica o Convento Franciscano de Castro em 1560 em cumprimento de um voto de seu pai e vice-rei da Índia, D. João de Castro.

Ex-líbris de Sintra são o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, acessíveis pelas calçadas que sobem para o alto da serra. Idealizado por D. Fernando de Saxe-Coburgo, marido de D. Maria II, este palácio romântico foi edificado em 1840 sobre o antigo Mosteiro dos Frades Jerónimos, fundado por D. Manuel I. Impressiona pelo estilo e pelo recheio, que o transformam num extraodirnário museu de artes decorativas. Rodeado por um rico parque florestal, os passeios nos jardins têm um sabor especial.
São Pedro de Sintra, que desenvolveu À volta da sua igreja quinhentista, é hoje um local muito procurado pela quantidade das peças dos seus inúmeros antiquários e pela afamada feira, que continua a realizar-se todos os segundos e quartos domingos de cada mês. Ponto de encontro das genstes dos concelhos limítrofes e de turistas, aqui se encontra ainda um pouco de tudo – antiguidades, fruta e legumes, queijos, roupas e plásticos.
Não esquecer em Sintra as queijadas da Casa do Preto, da Sapa, do Gregório ou da Piriquita, pastelaria onde deve també, saborear os travesseiros ainda mornos.

1 Comment On This Topic
  1. Alexandre K. Filho
    on Mai 2nd at 21:45

    Esqueceste de mencionar o Vinho do Porto.


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