Monsaraz – Monte das Estevas

Monsaraz – Monte das Estevas

A 15 Km de reguengos de Monsaraz, dominando o Guadiana e a linha de fronteira com a Espanha, o Castelo de Monsaraz viu tornar-se obsoleta a sua função militar a partir do século XVIII, decaindo até à chegada do turismo, no último quartel do século XX.

O encantamento deste lugar tem-se exrcido sobre o homem desde há milhares de anos, como o provam o cromeleque do Xaraz, os menires do Outeiro e da Bulhoa ou as antas do Olival da Pega, na zona envolvente ao monte Xaraz(xara=esteva).

Ao viajante que se aproxima surgem as muralhas em forma de cunha, seiscentistas, logo seguidas das medievais, do século XIV. Nesta aldeia fortificada, que pertenceu aos Templários e a Nuno Álvares Pereira, só há dois campos de observação: a proximidade e o infinito. Com esta perspectiva, percorra a rua principal como um quadro de Magritte, com as ruas transversais a serviram de moldura para projecção do olhar no horizonte distante.

Entre pela Porta da Vila, encimada pela torre do relógio (século XV), descubra os sulcos de aferição da vara e do côvado, a janela da Casa do Juiz de Fora (seculo XVI), a cisterna ea varanda de recolha de água junto à Porta do Buraco. Os interiores não são menos surpreendentes: o fresco do Bom e Mau Juiz (séculos XVII-XVIII), requalificada como espaço cultural. Veja ainda a antiga Câmara e o pelourinho(século XVII-XVIII), a Praça de Armas com a torre de mensagem(século XIV) e a Casa da Inquisição. Descubra também as mantas da Mizete, a loja do Zé Ferro ou a Adega Cooperativa e leve para casa vinho e azeite tão puros como o ar que se respira.

Saindo da muralha, pode ainda ver o arrbalde de São Bento e a antiga cuba muculmana, cristianizada como Ermida de São João Baptista(séculos XI-XIV). Descendo de automóvel para a visita obrigatória a uma olaria em São Pedro do Corval, ainda encontra à sua direita a templária Ermida de Santa Catarina (século XIV). A 500m do Corval, a Rocha dos Namorados é um afloramento granítico natural, oráculo casamenteiro pagão entreranto cristianizado, em que o número de tentativas falhadas para colocar uma pedra no topo da rocha significa os anos de espera das moças solteiras.

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